Você perdoaria de todo coração o assassino da sua filha?



Ah, como é fácil pregar o Evangelho, como é fácil dizer: "ah, eu perdoou...não sou de guardar rancor, ira, magoa ....). Quão distante é passar das palavras para as atitudes! Quão difícil é vivenciarmos tudo que cremos, que pregamos na própria pele, em momentos de tremenda triste, tragédia!
De todos os filmes que já assisti,  acho que esse é o primeiro que mostra verdadeiramente o Evangelho  vivenciado.
Como perdoar alguém que assassina nossa própria filhinha de 14 anos?! Como não guardar nenhum, mas nenhum rancor, ódio, ressentimento por esse assassino? Será isso possível?!
Assista, e veja como todos nós, os que nos dizemos, e até somos mesmos cristãos devemos agir!
Estou impactada!

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Graça e Perdão

 A pequena comunidade Nickel Mines foi abalada por um crime que ninguém poderia imaginar. Uma mãe tenta superar a perda de sua filha, após um atirador invadir uma escola para meninas Amish. “Enquanto dormimos/a dor que não se dissipa/cai gota a gota sobre o nosso coração/até que, em meio ao nosso desespero/e contra nossa vontade/apenas pela graça divina/vem a sabedoria”.

Baseado num fato verídico ocorrido em 2006, o telefilmw Graça e Perdã (Amish Grace), dirigido por Dylan Scharping – narra o drama vivido por famílias formadas por amishes nos EUA atual, que enfrentam a dor causada pelo brutal assassinato de suas filhas, quando estas – na escola – foram surpreendidas por um atirador (algo infelizmente tão em voga nos noticiários, e que não tem como não trazer a memória o triste episódio ocorrido em Realengo este ano) que fez cinco vítimas. Marido fiel, pai presente e um simples trabalhador, Charles Roberts (John Churchill) é tido como um sujeito acima de qualquer suspeita – prestando serviços como entregador de leite em Nickel Mines na Pensilvânia – sempre bem recebido pelos amishes que moram naquela região. Dentre eles faz parte a família Graber, formada pelo pai Gideon (Matt Letscher), a mãe Ida (Kimberly Williams-Paisle) e as duas filhas – Katie (Karley Scott Collins) e a mais velha Mary Beth Graber (Madison Davenport) – esta última nutrindo o sonho de ser professora. Roberts – escondendo suas intenções de sua esposa (Tammy Blanchard), arquiteta um plano premeditado, que ao longo da projeção mantem-se sem explicação – uma vez que – levando quase dez dias de planejamento – elimina qualquer suspeita de surto causado por fatores psicossomáticos. Depois de executar apenas as meninas, entre elas a primogênita dos Grabers – o matador tira sua própria vida. Destruídos pela tragédia e perseguidos pela imprensa (representada aqui pela jornalista Jill Green – interpretada pela atriz britânica Fay Masterson) – os amishes – poucos dias após o triste evento, visitam a viúva do responsável pelo crime para fazer algo que não se passa pela cabeça nem do mais pueril ser humano – dizer que perdoam o algoz do massacre e que estarão orando por ela e por seus filhos. Este gesto incompreensível chama a atenção da mídia, que enxergam com desconfiança para tal comportamento.

Se de um lado Gideon Graber lida com a perda da filha com assustadora serenidade – bem o oposto – por exemplo, da composição de Joaquim Phoenix eTraídos pelo Destino a mulher Ida vai se desconstruindo emocionalmente – questionando os valores de sua fé e escolha doutrinária – que ironicamente – segundo ela – condena sua irmã por ter abandonado o estilo de vida dos Grabers para se casar com um estrangeiro – sendo considerada desviada – mas que em contrapartida libera alguém do peso da culpa, mesmo que este não tenha demonstrado arrependimento, enquanto Amy – a viúva de Charles – partilha da mesma indignação e consternação da matriarca dos Grabers, bem como parcialmente transfere pra si um pouco da culpa pelo ocorrido. Neste aspecto as roteiristas Sylvie White e Teena Booth foram precisas ao conduzir a história sem forçados ditames ou julgamentos maniqueístas – permitindo que o espectador assim tire suas próprias conclusões. Kimberly Williams-Paisley (mais conhecida por sua participação,Jim é Assim) exala sensibilidade ao retratar o comportamento de uma mulher amish, submissa ao marido – mas que não se contem ao manifestar seus sentimentos e opiniões num momento de profunda catarse, já Matt Letscher emociona ao construir Gideon como um homem pacífico, que obrigado por sua posição de chefe da família, reprime suas emoções ao máximo, auxiliado por sua aparentemente indestrutível fé. Impossível também não destacar o ótimo trabalho de Tammy Blanchard, interpretando a esposa que carrega a vergonha e os abalos dos feitos do cônjuge. Produzido não para defender abertamente uma ideia, mas para dar abertura para reflexão, Graça e Perdão toca neste que é talvez um dos maiores desafios que muitas vezes se coloca diante da humanidade, distinguir o que é perdão e o que é esquecimento. Como disse certa vez o escritor Thomas Chapman: “O perdão genuíno consegue promover a remoção de barreiras causadas por uma ofensa, não importando qual seja ela”. Neste sentido, conceder o perdão é o mesmo que conseguir conviver com uma realidade onde há perdas causadas por alguma das partes, porém através de outro enfoque.
(análise retirada de um site que terminei perdendo o endereço. Desculpe-me o autor. Se alguém encontrar, diga que acrescentarei)
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Sobre a comunidade Amish
Amish é um grupo religioso cristão anabatista baseado nos Estados Unidos e Canadá. São conhecidos por seus costumes conservadores, como o uso restrito de equipamentos eletrônicos, inclusive telefones e automóveis.
Como os Mennonitas, os Amish são descendentes dos grupos suíços de anabatistas chamados de Reforma radical. Os Anabatistas suíços ou "os irmãos suíços" tiveram suas origens com Felix Manz (ca. 1498-1527) e Conrad Grebel (ca.1498-1526). O nome "Mennonita" foi aplicado mais tarde e veio de Menno Simons (1496-1561). Simons era um padre católico holandês que se converteu ao Anabatismo em 1536. O movimento Amish começou com Jacob Amman (c. 1656 - c. 1730), um líder suíço dos Mennonitas que acreditava que estes estavam se afastando dos ensinos de Simons.
Os primeiros Amish começaram a migrar para os Estados Unidos no século XVIII, para evitar perseguições e o serviço militar obrigatório. Os primeiros imigrantes foram para o condado de Berks, Pensilvânia. .
Estimativas do início da década de 2000 apontavam a existência de 198 mil membros da comunidade amish no mundo, sendo 47 mil apenas na Pensilvânia. Esses grupos são compostos por descendentes de algumas centenas de alemães e suíços que migraram para os Estados Unidos e o Canadá.
Os amish preferem viver afastados do restante da sociedade. Eles não prestam serviços militares, não pagam a Segurança Social e não aceitam qualquer forma de assistência do governo. Muitos evitam até mesmo fazer seguro de vida.
A maioria fala um dialeto alemão conhecido como "Alemão da Pensilvânia" (em inglês: Pennsylvania Dutch ou Pennsylvania German). Eles dividem-se em irmandades, que por sua vez se divide em distritos e congregações. Cada distrito é independente e tem suas próprias regras de convivência.
O filme "A Testemunha", com o actor Harrison Ford, mostra o modo de vida dos amish nos Estados Unidos. Homens usando ternos e chapéus pretos e mulheres com a cabeça coberta por um capuz branco e com um vestido preto. A comunidade Amish considerou muito liberal a imagem que se fez deles.
Os amish não gostam de ser fotografados. Interpretam que, de acordo com a Bíblia, um cristão não deve manter sua própria imagem gravada.
Os princípios enfatizados pelos Amish são:
A Bíblia, principalmente a ética do Novo Testamento, devem ser obedecidas como a vontade de Deus, embora não sistematizando sua teologia, mas aplicando-as no dia-a-dia. A interpretação da Bíblia é realizada nos cultos e reuniões da igreja. Essa posição de evitar querelas teológicas evitou divisões de carácter doutrinário nas denominações anabatistas.
Credos e confissões são somente documentos para demonstrar aquilo que se crê, mas requerem a adesão ou crença a eles. Aceitam, portanto, em essência os Credos históricos do Cristianismo, mas não o professam.
A Igreja é uma comunidade voluntária formada de pessoas renascidas. A Igreja não é subordinada à nenhuma autoridade humana, seja ela o Estado, ou hierarquia religiosa. Assim evitam participar das atividades governamentais, jurar lealdade a nação, participar de guerras.
A Igreja não é uma instituição espiritual e invisível, mas uma coletividade humana e real, marcada pela separação do mundo e do pecado e uma posição afirmativa em seguir os mandamentos de Cristo.
A Igreja celebra o Batismo adulto[1] por aspersão como símbolo de reconhecimento e obediência a Cristo, e a Santa Ceia em memória da missão de Jesus Cristo.
A Igreja tem autoridade de disciplinar seus membros e até mesmo sua expulsão, a fim de manter a pureza do indivíduo e da igreja.
Como pode ser notado, a teologia anabatista é massivamente eclesiológica, baseada na vida comunitária e Igreja.
Quanto a salvação, os Amish creem no livre-arbítrio, o ser humano tem a capacidade de se arrepender de seus pecados e Deus regenera e ajuda-o a andar em uma vida de regeneração.
Os Amish não creem que a conversão para Cristo seja uma experiência emocional de um momento, mas um processo que leva a vida inteira;
O que único na Teologia Anabatista, principalmente depois de Menno Simons, é a visão sobre a natureza de Cristo, possui uma doutrina semi-nestoriana, crendo que Jesus Cristo foi concebido miraculosamente pelo Espirito Santo no ventre de Maria, mas não herdou nenhuma parte física dela. Maria, seria portanto um instrumento usado por Deus, para cumprir o Seu plano.
A essência do cristianismo consiste em uma adesão prática aos ensinamentos de Cristo.
A ética do amor rege todas as relações humanas.
Pacifismo: Cristianismo e violência são incompatíveis.
O culto Amish é praticado da mesma maneira desde a concepção do Anabatismo na época da Reforma. O Culto é voltado a Deus e não tem o carácter evangelizador, portanto práticas como "chamada ao altar" ou "aceitar Jesus" não existem. Não constroem igreja, assim reúnem-se em casas privadas ou em salas de escolas. As mulheres sentam-se separadas dos homens e cobrem a cabeça com um véu. O culto inicia com uma invocação de algum dos anciãos, seguem-se hinos, cantado do hinário Ausbund, que é o mesmo texto desde o século XVI e não contém notação musical. Então há uma oração, onde todos se ajoelham silenciosamente até que algum membro masculino ore pela igreja. A leitura e pregação da Bíblia é feita extemporaneamente, sem sermões preparados, e muitos elterns (anciãos) abrem as Escrituras aleatoriamente. Seguem uma oração do ministro e uma benção final. A congregação se despede com um ósculo.

Imagens do filme

E, perseverando unânimes todos os dias no templo, 
e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria 
e singeleza de coração, Atos 2:46


Alegrar-se com os que riem, chorar com os que choram.
Mãe amish com a esposa do atirador que matou sua filha.



 A fé quando tudo está bem  não é a fé verdadeira, mas nos momentos difíceis temos a oportunidade de escolhermos colocar nossa fé em prática.


Mesmo sofrendo devemos consolar a outros.
"Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação;
Que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus." (2 Coríntios 1:3,4)



Antes de enterrarem suas filhas, enterraram a raiva.
Assista o filme


 

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