A Mediocridade do Ensino.


Quero compartilhar algo que tem me incomodado muito!
Minha última formatura foi em 1990, na Universidade Católica de Pernambuco. Faculdade essa, pelo menos, na época, (hoje não sei) muito bem conceituada. Nesse tempo só havia três faculdades, e a seleção era rigorosa, ao contrário de hoje, que há uma faculdade em cada esquina, e quanto ao nível, ah, meu Deus, misericórdia.
Voltando ao assunto. Depois de vinte e dois anos volto aos bancos escolares. Volta essa de muitas e desagradáveis surpresas. Talvez vocês achem natural, mas ando estarrecida!
Meu Deus, onde foi parar o ensino?! Alunos desinteressados, e ignorantes em todos os aspectos.
Professor solicita um trabalho? Ok, Crl C e Ctrl V resolve o problema. Quase ninguém tem interesse em aprender, basta o diploma e pronto. 
Agora me diga esses ignorantes: quando estiverem disputando vagas no mercado de trabalho esse certificado, esse diploma irá adiantar diante de alguém que também possua, e além disso, tenha capacitação?!
Professor solicita trabalho e aluno chega na maior cara de pau, com apenas um folha digitada. Por favor, ninguém lhe disse no segundo grau, ou no supletivo que uma folha não é trabalho, e sim resumo?!
Ah, e seminário?! Aí, é como se diz no popular: a coisa pega. Aluno que usou o tal do Ctrl C e Ctrl V limita-se a ler todo o texto. Amigo (a): ler eu também sei! E penso que o professor também! (Talvez reste uma leve dúvida quanto a isso).
Aluno que confronta, desrespeita professor, e isso não estou falando de adolescentes, não! Pessoas bem maduras, experientes na vida, mas que infelizmente ainda não aprenderam o que se chama de educação. Nisso não culpo as faculdades, as escolas, pois concordo com o ditado que diz: "educação de casa vai à praça", mas se em casa não há, oh, o que fazer?!
A aula começa às 18h50min?! Só oficialmente, pois começa mesmo às 19h30min ou até mais quando acontece do  professor ficar esperando até às 20:00 horas  que aluno chegue com o trabalho que mandou digitar de última hora. Pode?! Creia, pode! Displicência total! Quase todo dia  perde-se  uma hora e vinte minutos de aula (80 minutos). Agora some tudo isso por mês, e por ano, e veja quantos assuntos deixam de ser lecionados. Isso porque a aula deveria começar as 18h50min e terminar as 21h40min, mas termina ás 21horas.
Aluno falta um mês todinho, e nem mesmo é reprovado por falta. Não estou falando daquele que esteve doente, ou perdeu alguém de sua família, não! Aluno com desculpa esfarrapada, desinteressado, que não apresenta atestado médico.
Aluno que elabora um trabalho para outro aluno, e coloca o nome do outro como se tivesse produzido o trabalho. Super comum! "Qual o problema?! Estou ajudando um amigo (a)". Sim, claro, ajudando a se tornar daqui uns anos um profissional medíocre! Quando esse tal tiver nas mãos o diploma e for um ignorante lá estará bem presente a sua contribuição amiga.
Quem pensa diferente pode ser considerado esnobe, egoísta. Eu penso assim: ficou doente, faltou, não sabe fazer o trabalho? Seja reprovado e no próximo ano estude. De que adiante passar e não aprender?! A quem estamos enganando? Quantos serão prejudicados por tal atitude?! Eu ainda levo o assunto de forma ainda mais séria: acho imoral, desonesto fazer o trabalho por outro (isso quando não se vende. Quem não ouviu falar em venda de monografias?) Não contem comigo! Ajudo, vou na casa da pessoa ensinar, aceito que venha na minha, compro um livro, coloco no cartão de crédito e dou de presente (se o  aluno mostrar-se realmente interessado), mas fazer o trabalho e colocar o nome?! Nem pensar, nem em sonho (seria pesadelo)!
As barbaridades?! Gente, todo esse pessoal fez o supletivo? São verdadeiros assassinos do português! Não falo daqueles erros comuns. É normal, uma vez outra dar um branco na memória e você fica na dúvida se é com um s ou dois, se tem acento ou não (eu nem sei acentuação, pois já mudaram tanto que fico confusa kkk). Falo de erros crassos, absurdos, inconcebíveis! Quer exemplos? Certo, segure-se na cadeira:
  • ReconheSendo;
  • Eder ( ao invés de Éden);
  • PreciZa;
  • DiS;
  • Mere-se ( e não merece. Esse jamais esquecerei);
  • Pa - ssado (terminou o espaço da linha, então separou as sílaba assim);
  • ObedeSer;
  • TraSou ( e não traçou um plano...)
  • ConSeda;
  • RecoLHESEremos ( reconheceremos)
Tudo isso e muito mais num texto de uma folhinha! E se ainda não bastasse estando totalmente fora do conteúdo solicitado do trabalho.
Daí você deve estar se perguntando: esse aluno passa? Respondo-lhe com tristeza: sim!
Lá na frente ainda enche a boca e diz: sou formado nisso e naquilo, e cita o nome da faculdade que cooperou. Bem pouco! Fale, fale mesmo onde você estudou e recebeu o diploma. Será uma bela propaganda para a faculdade (leia aí um leve tom de ironia).
Ah, e quando falar onde estudou e em que se formou diga: "Esses errinhos? Ah, isso acontece COM NÓS!". Dá vontade de vomitar! Não adianta goumert (lembra do comercial? Passa maionese gourmet que desce), nem beber litros de água. É intragável!
 "A gente oramos, a gente fomos... Uiiiiiiiiiiii. Por favor, a gente não oramos, a gente não fomos! A gente ora, ou nós oramos, a gente foi, ou nós fomos!!!!!!!!!!! Quer estourar meus tímpanos?!
Também não fique ancioso (essa anciedade conheci na net). Eu até que fico ansiosa, mas vocês acreditam que nunca fique anciosa?!
Falei até agora dos alunos, mas e os professores? Esses eu não sei se são uns vítimas, coitados, ou cúmplices. Na verdade depende da situação.
Alguns são forçados a se adaptarem. São inteligentes, capacitados, amam ensinar, dedicados, mas diante das circunstâncias
Sabe de uma coisa: será que eles se sentem frustrados? Professor nunca ganha muito, normalmente quando ensinam a noite tem um emprego durante o dia. Dai chegam cansados na sala de aula, mas mesmo assim se empenham em dar o melhor, na medida do possível. O que encontram: alunos desinteressados, com uma mente do tamanho de um ovo de codorna (tem menor do que esse?!), que não respeitam o professor, que não valorizam a matéria, nem o curso (e muitos alunos nem sabem a razão porque estão ali!).
Talvez vocês pensem: como a Nayara é intransigente! Não, de forma alguma. Já vi uma pessoa pregar e pedir para abrir a Bíblia e ler porque era totalmente analfabeto. Pregou, foi uma benção mesmo tendo falado muito errado (em termos de português). A questão é que não esperávamos que ele falasse correto, nem citasse palavras como discrepância, estapafúrdio (velha essa kkk), mas queridos, não se espera de alguém que esteja numa faculdade que fale: a gente vamos... isso acontece com nós", ou que escreva absurdos como os citados acima. Esperamos o mínimo do mínimo!
Até a Bíblia fala sobre isso: " E a qualquer que muito for dado, muito se  lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá". (Lucas 12:48)
Finalmente, mostrei o problema, mas não apontei o, ou os culpados, nem a solução. Então vejamos. Quem são os culpados: as escolas; os professores.
Já vi  adolescentes aqui na minha sala perguntando a minha filha, que é uma estudante mediana e não está nada perto de ingressar na Academia Brasileira  de Letras, se tal palavra (bem comum) era com s, ou ss, ou com c. Palavras do dia a dia!
Uma vez peguei a prova de Ética do meu filho de doze anos (apenas. Ainda há tempo para mudar!) e estava escrito depresão e outros errinhos e o professor nem se deu ao trabalho de pelo menos grifar e corrigir. Vai ver ele só conhece esse tipo de depresão.
Não sei se você riu ao ler essa postagem, mas eu não achei nenhuma graça. É lamentável! Deplorável!
Gastamos tanto em livros, em lanche, transporte, e outras coisas, e o ensino está de mal a pior!
O português? Esse coitado já morreu, foi enterrado, virou cinzas. Em sua lápide está escrito:
Aqui jaz o português assassinado pela escolas, professores e alunos medíocres!
Todos esses que compactuam com o problema, quer por omissão, ou por ação dão suas contribuições.
Professores muitas vezes são constrangidos pelas escolas a não reprovarem os alunos. Convenhamos: tem escola se o professor for justo, honesto, toda a sala será reprovada. Aluno reprovado é aluno com grandes chances de mudar de escola, e em faculdades, de desistir do curso. Isso significa menos lucro.
Assim, há um círculo vicioso. 
Em momento algum os professores, as escolas pensam na gravidade do assunto, e nem conseguem enxergar o quanto estão prejudicando a imagem das próprias instituições de ensino. Sim, porque o formando enche a boca e diz: "Formei-me na Faculdade X e toma nós vai, com nós, e por aí adiante, e mostrando toda a sua falta de conhecimento daquilo que se diz ser formado.
Os dirigentes da faculdade podem até dizer que o aluno era desinteressado, que não se aplicava aos estudos, que isso e aqui, mas respondo: Passou e vocês deram o diploma nas mãos de tão grande incompetente, ignorante!
De que adianta esse desabafo, essa crítica?! De nada, se cruzarmos os braços, mas se nos unirmos e exigirmos que nossos filhos estudem, que as escolas contratem profissionais capacitados, e que os professores verdadeiramente ensinem, então, de passo a passo poderemos quem saber ressuscitar o ensino de qualidade e o antigo, e lindo português!
Não nos contentemos com o  medíocre, mas busquemos a excelência!

Torta de Frango

Ingredientes Frango: 1 peito inteiro de frango com pele e osso; 1 cenoura grande; 1 talo de salsão com folhas; 1 cebola g...

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