Há contradição da Bíblia em relação a essa palavra e a realidade?!

“Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua semente a mendigar o pão.” (Salmos 37:25)


Trago hoje uma pequena explicação sobre esse versículo, mas acho relevante primeiramente explicar a forma como me expresso e posto essas análises aqui.
Estou há apenas seis meses na faculdade de Teologia, e, portanto, há muito, mas muito chão pela frente. Sou ainda uma bebezinha no conhecimento da Palavra de Deus. Além disso, penso que os escritores, os pregadores devem levar a Palavra de Deus de forma simples, sem muito rebuscados. De tal forma, que o doutor e o analfabeto ambos possam entender. Portanto, não tenho a pretensão de trazer grandes estudos, ou de escrever aqui com palavras difíceis que forcem a buscar o dicionário, ou que somente os eruditos possam entender. Bem pelo contrário! Escrevo para a dona de casa simples, quer tenha doutorado, pós-graduação, quer não tenha nenhuma instrução ou conhecimento teológica. Escrevo para todos.
Quem conhece a Bíblia, muito provavelmente, já ouviu ou leu esse versículo. Versículos assim são conhecidos, propagados, e agradam há muitos, pois trazem bênçãos. Nesse caso a maravilhosa promessa de que se somos justos, isso é, justificados pelo sangue de Jesus, então, jamais mendigaremos o pão. (pelo menos é isso que é pregado).
Durante mais de dois anos participei do grupo de oração da minha igreja. Alias, quando começou lá estava eu. A líder sempre me convidava para dar a palavra.
Bom, eu tenho uma forma, digamos meio impactante de falar, e não sou de mostrar apenas o lado doce das coisas, mas também fazer conhecer o lado amargo, afinal, ele existe, e nega-lo não o fará desaparecer. Muitas das vezes que levei a Palavra percebi que nós, os cristãos, perdemos o discernimento do que seja graça. Sim! Conhecemos o significado, mas na prática o negamos.
Vou explicar. Digo para uma mana na fé: “Ah, estou feliz. Deus me deu uma casa”. Ao que a mana responde: “Que benção! Deus te honrou mana porque você é uma mulher temente a Deus, porque  você é fiel...”. Se recebo uma graça é porque não mereço. Afinal, a palavra graça significa favor não merecido. Ou seja, se ganhei a casa por ser isso e aquilo, então, não foi graça. Agora me diga: O que não é graça na nossa vida?! Amados (as) tudo é graça na nossa vida!  Costumo dizer que não merecemos um grão de feijão, e Deus nos concede por Sua graça um prato cheio!
E mais, a graça de Deus não é para o justo somente. Como diz a Bíblia: Deus derrama a chuva sobre todos. Essa é a graça comum. Há a outra, que é a graça especial concedida somente para os que são filhos de Deus, mas isso é outro assunto.
Voltemos. Tendo ouvido esse diálogo falei que há muitos que são ricos, têm muito mais do que nós que somos os filhos de Deus, e são ímpios, incrédulos. E ai?
Ter benção não significa que somos aprovados por Deus. Há ricos que vão para o inferno e pobres que vão para a presença do Senhor e viverão a Vida Eterna ao lado de Jesus.  E os mendigos, e os que moram debaixo das pontes e são filhos de Deus? Foi nesse momento que o versículo veio à tona: Irmã, a Bíblia diz que, “Nunca vi um justo a mendigar o pão”. Afirmando que se alguém é justo, justificado, então, não será um mendigo, nem morará debaixo da ponte.
Percebam que o versículo não foi dito por completo, mas apenas a última parte dele. Muitos, mas muitos creiam, servos e servas de Deus pregam apenas a última parte desse versículo.  Esquecem-se do que tanto falamos nos cursos e na igreja: texto sem contexto é pretexto!
Mais uma vez se apegam a uma parte do versículo e o usa inadequadamente como uma promessa. Promessa essa que Deus não faz em Sua Palavra. Deus. Não há uma garantia que se nós sendo justos, filhos de Deus, jamais mendigaremos o pão.
O próprio Jesus deu uma palavra, que inclusive, contrária essa falsa crença! Em Lucas 16: 19-31, vemos uma situação diferente. Um homem rico que tinha tudo e quando morre vai para o inferno, e outro pobre que ficava na porta da casa do rico, que comia dos restos e que tinha os cachorros que lambiam suas feridas como companheiro, e quando morre vai para o seio de Abraão.
Está claro, que o pobre mendigava o pão, comia os restos jogados fora.  Era um justo, tanto que no final quando morre  vai para o seio de Abraão, e vive feliz por toda a eternidade. O rico, por outro lado, vai para o hades, onde sua língua queima, arde de tanta sede. Lugar de sofrimento e eterno ( o inferno).
Então, como fica o versículo?! Há justos que mendigam o pão ou não?
Verifiquemos o contexto, ou seja, o que está escrito antes!
“Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua semente a mendigar o pão.” (Salmos 37:25)
Esse versículo não é uma declaração universal! Não é uma regra, uma promessa, uma garantia!
É simplesmente o que Davi disse sobre sua própria experiência. Reparem que ele não diz que não existe um justo que mendigue o pão. Ele começa dizendo: (eu) Fui moço, e agora (eu) sou velho, mas (eu) nunca vi desamparado o justo, nem a sua semente a mendigar o pão.
Há uma diferença tremenda entre a declaração de Davi e o que é creditado erroneamente a esse versículo! Ele não afirma que não existam justos mendigando o pão, mas que durante a sua vida, a sua mocidade, e mesmo na velhice, ele nunca tinha visto.
Além disso, na economia judaica no Antigo Testamento, ninguém precisava passar fome, uma vez que a lei permitia que o necessitado buscasse nos campos.  Podemos constar esse fato em Levítico 19.10, Deuteronômio 24.21, e no livro de Rute (que ela pegava as espigas que sobrava do campo de Boás).
Hoje podemos ver justos mendigando o pão porque o sistema econômico é outro, e assim ainda se alguém é membro de uma igreja, ela tem a obrigação de prover o sustento.
Finalizando, queridos (as) não tomemos esse versículo como regra, como uma declaração universal. Certamente, como Jesus declarou e está escrito em Lucas 16 encontraremos muitos, ah, mas muitos que estão nas ruas, nas calçadas, embaixo das pontes que terão uma vida eterna deleitosa na presença do Senhor, e outros que tiveram muitas regalias aqui na terra, mas arderam no fogo eterno. (não por culpa de Deus, mas por sua rebeldia, e incredulidade).

(Recomendo o livro Manual Popular de Dúvidas Enigmas e “Contradições” da Bíblia).
Autor: Normal Geisler e Thomas Howe)








 

 

 

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